Procrastinação – Por que adiamos tanto e como mudar esse ciclo?
Entenda por que procrastinamos, como esse hábito afeta nossa vida e quais passos simples podem ajudar a quebrar esse ciclo e retomar o foco.
Você já se pegou adiando uma tarefa importante, mesmo sabendo que isso poderia gerar consequências negativas? Essa é a essência da procrastinação. Muito mais comum do que se imagina, ela não é simplesmente preguiça ou falta de disciplina – envolve aspectos emocionais e cognitivos profundos.
O que é Procrastinação?
Procrastinar é o ato de adiar tarefas, mesmo sabendo que isso pode trazer prejuízos. Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a procrastinação é compreendida como um comportamento evitativo, sustentado por padrões de pensamento disfuncionais e emoções negativas que geram alívio momentâneo, mas mantêm o ciclo de adiamento.
Por que Procrastinamos?
De acordo com a TCC, nossos comportamentos são influenciados por nossos pensamentos e emoções. A procrastinação geralmente está associada a crenças centrais rígidas, como "eu preciso fazer tudo perfeitamente" ou "não sou capaz de lidar com isso agora". Essas crenças geram emoções desconfortáveis (ansiedade, medo, desânimo), que levam à evitação como forma de autorregulação emocional.
Exemplos Comuns:
Medo de errar: A antecipação de falhar ativa pensamentos negativos automáticos (PNAs), como: "Se eu errar, serei um fracasso".
Perfeccionismo: O padrão de tudo ou nada – ou é perfeito ou não vale nem começar.
Baixa autoeficácia: Crença de que não se é capaz de realizar a tarefa.
Gratificação instantânea: Preferência por atividades prazerosas no curto prazo, em detrimento das responsabilidades.
Estratégias de Enfrentamento Segundo a TCC:
Identificação e reestruturação de pensamentos disfuncionais:
Observe seus pensamentos. Pergunte-se: "Que evidências tenho de que isso é verdade?",
"Estou considerando todas as possibilidades?".
Técnica da exposição comportamental: Enfrente a tarefa temida aos poucos. O contato gradual reduz o desconforto associado.
Agendamento de atividades: Planeje a tarefa com horário definido. A estrutura ajuda a romper o ciclo de adiamento.
Reforço positivo: Recompense-se por cada passo realizado. Isso fortalece o comportamento produtivo.
Mindfulness e aceitação: Aprender a tolerar o desconforto emocional sem fugir dele.
Comece pequeno. Um passo é melhor do que nenhum. A ação não precisa vir da motivação – muitas vezes, é ela que a gera. Mude a forma de pensar e, consequentemente, o agir mudará.
Lembre-se: Buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, mas de coragem. Cuide da sua mente, assim como cuida do seu corpo.
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Escrito por: Psicóloga Daniela Fonseca Conti - Especialista em Terapia Cognitivo- Comportamental
CRP: 09/7156 - Atendimento presencial e online
Daniela Fonseca Conti - Psicóloga | CRP 09/7156
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